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Voz da poesia

Voz da poesia

 

A voz rouca da poesia

cobra que os ímpios,

não rujam leoninos,

olhem para os princípios

e sejam, apenas, comedidos.

 

Aceitem a força dos versos,

abandonem brados infames

pelas palavras, pepitas lavradas

nos córregos frasais errantes

e participem desses universos.

 

Fantasias construídas de poesia

sustentam ideias complexas,

com a força da corda na polia

que transferem, perplexas,

densas cargas de pura euforia.

 

Apesar de a voz quase silenciar,

ouçam, nas estrofes, a poesia

que, no todo dia, sustenta o ar

com a densidade da rebeldia,

fazendo todo rugido calar.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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