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Tic-tac, tic-tac...

Tic-tac, tic-tac...

 

Lá se vai mais um segundo,

com sessenta, mais um minuto

com sessenta, mais uma hora,

logo, em pouco tempo,

mais uma vida vai embora.

 

Toca o vaidoso Big Bem,

que em contínua vigília,

vai a todos acordando,

e ao mundo relembrando

a enfadonha monotonia.

 

Toca o relógio da donzela,

que apesar de tão bela,

esguia tal qual uma gazela,

impaciente, espera o amor

que um dia já foi dela.

 

Toca o relógio do velho senhor,

sentado na varanda do destino

recorda seus dias de criança,

deixando escapar a lembrança

que garante a sua esperança.

 

Mas, nem assim o tempo para,

mesmo que todos o esqueçam,

em cada tic ou tac

mais um segundo é roubado

da vida de um desavisado.

 

Tic-tac, tic-tac...

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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