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Temos que destoar

Temos que destoar

 

Rinocerontes, seres teimosos,

provocados ou não, sem razão,

passam de tranquilos a agressivos.

Isolados, não buscam a união.

 

Na cidade de Ionesco, habitantes

transformam-se em rinocerontes

e isso é normalizado por todos,

apenas uma voz destoa-se no caos.

 

Como em “O rinoceronte” de Ionesco

inconsequentes vivemos e, passivamente,

aceitamos tal manada de incompetentes.

 

Governo de rinocerontes, sem noção,

caquistocracia apoderando-se da nação.

Não podemos nos calar, temos que destoar.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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