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Sufocando a cor

Sufocando a cor

 

Segrega-se, humilha-se... mata-se!

A odiosidade impele a humanidade,

joga-a, sem qualquer dúvida,

no fim da fila das iniquidades.

 

Não é um pensamento individual.

É uma mácula estrutural,

manchando o cerne da sociedade,

rompendo o frágil tecido social.

 

Sangrando, imolando... sufocando

a voz da comunidade.

Que, oprimida, revolta-se e grita,

Rebela-se e briga.

 

Mas, não basta o clamor legítimo das “ruas”,

não basta o calor intenso das chamas.

Deve-se atingir o âmago das almas,

corroídas pelo ódio do preconceito...

 

Resgatando, então, a humanidade perdida

na fila do descaso e da arbitrariedade,

germes dessa eloquente barbárie.

Agora rechaçada pela “rua” ensandecida!

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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