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Sonhei com Neruda

 

Hoje tive um sonho
Viajei no tempo, ao passado
Muito antes desta vida
Me encontrei cara a cara com Neruda
Conversamos, contei que escrevo poesia
E que quando o faço
Afloram sentimentos d'alma
Sinto ser sempre ajudado
Alguém sopra palavras
Na maioria, eu não conheço
Nem mesmo o significado
Vou correndo buscar no dicionário
E, para o meu espanto
Perfeitamente se encaixam no contexto
Nos encontramos na ‘Isla’ Negra
As margens do pacífico, Chile...
Sentamos ali e bebemos
Um bom vinho tinto
Vibrante foi o instante
Em plena segunda-feira
Trocamos 'figurinhas'
‘Hablamos español’ e coisa e tal
Até que no final recitou-me
Poucas linhas dos seus poemas:
Assim que te quero
É assim que te quero, amor
Amor, é que eu gosto de ti
Tal como te vestes
E como arranjas os cabelos
E como tua boca sorri (...)
Arrematou com um trecho de mais um:
(...) Porque te amo
Te amo de uma maneira inexplicável,
De uma forma inconfessável
De um modo contraditório
Te amo (...)
E assim, despertei
Acordei leve e feliz
Em paz, embriagado de poesia
Que me inspirou a ser assim
Como hoje sou
Amo escrever sem fim!
(DiCello, 02/01/2021)

 

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Marcelo Fouquet Rosembrock
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