[ editar artigo]

Qualquer botequim

Qualquer botequim

 

Num fim de tarde qualquer, em qualquer lugar, em qualquer botequim...

Amigos em roda, jogavam carteado. A mão parecia boa, mas qualquer um poderia ganhar, pois, o que importava era com quem ela iria ficar. Com olhar sereno como o suave entardecer, observava distante aquele grupo de amigos que a olhavam com grande querer. A partida já se prolongara para além de meia dúzia de garrafas de uma cerveja que o vento quente, daquele final de tarde, cismava em aquecer.

Com olhar de sedução inebriou um dos ávidos jogadores, que após virar a mesa, caminhou em sua direção, deixando os parceiros de jogo irados com o seu pouco caso com a disputa do jogo e da jovem. Tal atitude gerou um bate-boca, iniciando uma boa briga.

Enquanto brigavam, a jovem, de relance, percebeu que sua amiga a contemplava carinhosamente, alheia ao confronto que a todos envolvia. Aproximando-se, sussurrou em seu ouvido e, então partiu, acompanhada pela amiga que não a assediava, mas sutilmente a provocava.

Literatura

TAGS

conto

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

Ler conteúdo completo
Indicados para você