[ editar artigo]

Prefácio da minha morte

Prefácio da minha morte


                        (#Poema)

Rezem, oh filhos de minha mãe,
Rezem para que não se perca a vossa fé.

Dobrem-se os vossos joelhos
E rogai ao Universo
Que não leve minha alma
E com ela o amor doentio que converge em mim
Overdose de loucura

Rezem, oh filhos de minha mãe
Que o vosso choro
Ao leão feroz, amedronta
E as zebras velhas, rejuvenescem

Clamem ao Todo Poderoso
Para que não me expulse do seu conto
E que os ímanes desta caminhada heráldica
Não repelem o meu espírito não crucificado

Estou no cume da morte
Na beira do medo,
No vale do último suspiro...
Entoam com engodo, a minha oração
Em cânticos
Sublinham nas estrelas,
O meu rosto

Criem nas cavernas deste carmelo
Um monte de feitiço que ramifica
O meu olhar purpúreo
Como de um gavião solitário e esfomeado,
Rezem a Santa
Pela minha extranha loucura,
Clamam pela minha falta de felicidade
Rogai por mim e pelos meus órgãos perfurados,
Estou desvivendo aqui,
Corpo e alma separando-se
Ao subir de cada Alva,
Despenhando-se na cavidade uterina de uma leoa em estado de putrefacção

Oh filhos de minha mãe,
Porquê demoram tanto,
Será que não vêem que estou morrendo,
Rogo-vos, não deixeis que este corpo se evapore com o passar do vento
Pois nem o tempo que urge sobre nós,
O faria ressurgir
Nem a fúria dos deuses tanzanianos
Fariam de mim, um ser emulado
Por vigas compostas por trompetes e trompas de falópio

Oh filhos de minha mãe,
Vós que tendes andado por boas trilhas
Subam a este Monte Negro de cimento e cal
No mármore do meu sorriso citrino
(Néscio mesclado)

Rezem, oh filhos de minha mãe,
Quando não mais vier a chuva
E os desertos serem mares
De águas doces e profundas
E as focas se prostituirem
Rezem, porque não virei da morte
Para vos consolar
(Sóbrio mundo, maldito sentimento!)

Rezem, oh filhos de minha mãe
Nas escadas deste templo destruído
No findar do labor dos zanzumins
No díade esboço da próstata de Zeus
Rezem por mim,
Para que a minha a dor
Não seja a vossa dor,
E que a minha morte seja velozmente curta
(Anjo mórbido, inspetor sátiro)

•|_________________________________________|•
Reservado aos Direitos de Autor
Poeta Pegasus, O Lírico in, "PREFÁCIO DA MINHA MORTE"
        ©2021 ~#Poetapegasus

Literatura

EternizArte
Pegasus, O Lírico
Pegasus, O Lírico Seguir

Escritor Angolano, com 8 anos de caneta na mão, que me regalou 3 magníficos livros de poemas publicado no Wattpad @Poeta_Pegasus este é o meu nome de usuário, se é que desejas visitar meu perfil, gosto de fazer o que é certo (as vezes).

Ler conteúdo completo
Indicados para você