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Precisamos de metáforas

Precisamos de metáforas

 

Observo pela janela do meu olhar perdido

a  marola da cidade à beira-mar

onde o cotidiano se desenrola desmedido

e seres urbanos não parecem amar.

 

Entre florestas, córregos, morros e o mar

derrama-se impiedosa mancha urbana,

aterrando águas e matas sob obstinado luar,

devastando biomas de forma vil e profana.

 

A dor e o sofrimento da cidade torturada

parecem hipérboles, mas são literais,

presentes em sua rotina transtornada,

pelo cotidiano de urbanoides amorais.

 

Precisamos de metáforas, aves livres a voar...

Sem elas não há janela para o perdido olhar,

não há rosto para sorrir ou luar para amar...

Apenas, literais, espaços a sufocar.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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