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POR QUÊ?!

POR QUÊ?!

POR QUÊ?!

Via de regra, é sempre assim no fim:
A pergunta ficando sem resposta…
A frase e o amor terminam sem proposta,
Senão mudar o assunto entre ela e mim.

Parece-me bem típico, por fim,
Repetir a pergunta a quem se gosta
E entender no silêncio alguma aposta
Ou que essas coisas sejam mesmo assim.

Isolada no fim ou interjeição,
A pergunta me queima o coração
E a mente de vazio se povoa.

Aliás, só o silêncio reticente
Responde essa pergunta para a gente,
Feito o vento que pelo abismo ecoa.

Betim — 06 12 2020

Literatura

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Ricardo CUNHA
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Escrevo. Gosto de escrever. Se sou escritor ou poeta, eu deixo para o leitor ponderar. https://medium.com/@arqt.ricardoc

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