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Pequeno Príncipe

Pequeno Príncipe

Estampava o jornal: "mataram o Pequeno Príncipe".
Morto, escalpelado. Uma notícia muito triste.
Foi o dia mais triste do mundo. Todos choravam,
se abraçavam, e questionavam o porquê disso.

Semanas depois, outra notícia horrível:
"roubaram o corpo do Pequeno Príncipe".
A Interpol e a CIA decidiram investigar,
e descobriram uma cena assustadora:

Os olhos do Pequeno Príncipe foram substituídos
por câmeras digitais ultra HD 4k.
Seu pulmão se tornou um respirador elétrico.
Suas pernas eram mecânicas, e seus braços robóticos.

Sua voz havia se tornado Google Tradutor, e agora
ele falava todos os idiomas da terra. E corrigia a todos.
Não havia mais nada que não fosse artificial,
senão a sua pele, montada sobre um ciborgue.

Sua reação, ao ver os policiais, foi dançar e emitir um som,
como dos pequenos robôs que vendem os camelôs.
E seus quadris deslizavam emitindo sons mecânicos,
ele fazia a dança do robôzinho para os policiais.

Agora ele não era mais só um pequeno príncipe.
Ele era um Deus, e toda a sociedade voltou seus
olhos a ele, que havia se transmutado em máquina,
e nada mais podia lhe incomodar ou frustrar.

Literatura

EternizArte
Roberto Frias Filho
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Roubei o computador do Poupa Tempo, fiz um gato na internet do vizinho, tudo para escrever bobagens. Logo serei preso, e quem sabe se na cadeia poderei continuar essa jornada frustrante de escrever esse monte de lixo. Viva o ostracismo!

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