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Nuvem de palavras

Nuvem de palavras

 

Quando me percebes

em voos muito baixos,

sou apenas bruma.

Mas, envolto em meu ser

tenho prazer em te perder.

 

Quando sou Cunulo

sou Nimbus, sou forte.

Com medo do meu porte

não queres o meu acumulo.

Não que isso me importe...

 

Quando preciso chorar,

a derramar minhas lágrimas,

queres um choro de prazer

que não te atormentes e,

sem tormenta, te deixes viver.

 

Quando sou tormenta

choras, rogas pelo meu fim,

pois, apenas, não aguentas

tamanha força que carrego,

como verdade, em mim.

 

Tão vigorosa intensidade

expõe, clara, a fraqueza

da tua frágil humanidade,

pois, com temor, apavora-te

com a minha franca natureza.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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