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NÓS

NÓS

 

 

E todos os nós se desataram no segundo último do invisível 

Os que se brigavam 

Os que se amavam 

Os que não se viam 

Quem se via na via de longe energia

Desfecho de nós , por nós e para nós 

Em que momento o pecado longínquo 

Afetou o menino que Da Cruz se enraivecido 

No momento quarenta , estarrecido 

Coroou o mundo em quarentena 

Como se fosse um pena continua , levando os velhos, crianças, meninos e meninas 

Em face deste que na Páscoa se esperava 

Tênue espada , em fio afiava , 

De alma e língua apartava 

O corpo exíguo em saliva 

Desatou os nós fina criatura 

Findou -se beijos, abraços e estruturas 

Nos ensinando que somos criaturas 

Sem poder, sem constância , sem reinado 

Mesmo com medo arretado 

Solidariedade em forma de cuidado 

Se afasta o afago 

Para sobreviver longe dos nós enlaçados 

E de joelhos solto o brado 

Misericórdia Senhor 

Nós somos , sim culpados 

Da ignorância e da vaidade 

Que nos despimos neste momento 

E te pedimos em lamento 

Encarcera o vento, o vírus e o sofrimento. 

 

Alfredo de Morais Neto

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