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Naufrágio da sinceridade

Naufrágio da sinceridade

 

No mar, tempestuosa tempestade,

no rio, bravios raios e trovões...

Na disputa por suas convicções,

o vale-tudo supera tal intensidade.

 

Falácias, falsas verdades...

Tudo vale no vale Tudo.

Nesse vale, o rio Lealdade

reprime-se represado.

 

Contido, calado, em seu lago,

por barragem de iniquidades,

acumula a lama dos atolados,

afogados em inverdades.

 

A embarcação Sinceridade,

sem calado, não navega,

atola no raso rio Lealdade.

Sem amarras apenas aderna.

 

Em tempestuosa tempestade

a nau adernada, tende a naufragar

no leito do rio, longe do mar,

distante da foz, sem pelejar.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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