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Mulher

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Uma hora uma dama, uma santa,

 Outra hora bruxa que te engana,

A puta sem pudor que faz o jogo manipulador,

A mãe egoísta que sai com as amigas e deixa as filhas “sozinhas” (com pai),

A que não aceitou a separação e foi queimada viva com gasolina,

A colega de trabalho vista como bonitinha, mas sem inteligência

Que só é aparência e não tem competência,

A culpada do estupro porque não ficou em casa

E preferiu transitar no viaduto com aquele vestido curto,

A que não soube escolher o marido

E acabou sendo morta pelo maldito,

A egoísta que não quer ter filhos,

A assassina que decidiu abortar,

 Mas se decidiu ter terá que sustentar,

Criar sozinha,

Que mandou transar sem camisinha!

A atrevida que levou um soco no rosto

Porque não aceitou o assédio,

A aluna “assanhada” que sofreu abuso do professor no colégio,

As feministas cabeludas que não aceitam a submissão,

Grito de macho querendo atenção,

 Chamadas de mal amadas, de barraqueiras, destruidoras de lares,

Reivindicam igualdade,

Exigem viver com dignidade,

Sem a opressão da subalternidade.

 

Literatura

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Keth Braz
Keth Braz Seguir

Escrevo poesia desde 14 anos. Sou apenas uma poeta que externiza através das palavras as inquietações que sopram dentro de mim.

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