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Metapoema

Metapoema

 

Não escrevo poesia lírica,
Não gosto de poemas piegas,
Não estou nem aí para a métrica,
Não quero saber de sonetos,
Não vou me moldar a formatos,
Não vou me prender a conceitos.
Conteúdo é o que importa.
Detesto rimas feitas na marra,
Mas rimas bem construídas,
Sem forçar muito a barra,
São sempre bem-vindas.

Mario Quintana certa vez escreveu
Que "os livros de poemas devem ter
Margens largas e muitas páginas em branco
E suficientes claros nas páginas impressas,
Para que as crianças possam enchê-los de desenhos".
Seria essa uma declaração sincera
Ou somente uma desculpa fajuta
Para o desperdício de papel nos livros
Que contêm suas poesias enxutas?

Muitos outros, além de Quintana,
Habitualmente, criam poemas pequenos,
Com duzentos caracteres ou menos.
São poemas ou esmerados tweets?
Entre simplicidade, simplismo
E futilidade, quais são os limites?

Certamente, muitos dos curtos poemas
Levam-nos a reflexões relevantes,
Independentemente do tema,
Mesmo transparecendo certa preguiça.
Já outros tantos poemas extensos
Deixam claro uma encheção de linguiça,
Rimas são forçadas sem pudor algum
E seus conteúdos nos levam a lugar nenhum.

 

(Trecho do poema “Metapoema”, de Alexandre Carvalho, em POEMAS NADA ROMÂNTICOS - Volume 1, 2020)
Ebook "POEMAS NADA ROMÂNTICOS - Volume 1" à venda na Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B086JFVPKJ

 

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Cientista e Escritor.

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