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Madrugada insone

Madrugada insone

Desperto em plena madrugada,

olho pela janela, contemplo a rua

que se desnuda sob um negro véu,

enquanto o silêncio a envolve.

 

Exponho-me à brisa presente,

de extenuada noite de verão,

tal qual expiração corrente

do imenso e quente borrão.

 

Agora, que a imposição da hora

impacta meu insone pesar,

deixo meu pensamento vagar

e rendo-me ao momento sem lutar.

 

Relaxo, contemplo o emergir

de um alvorecer fulgente.

Reflito, sobre o desejo de fugir

e fixo-me ao real que me prende.

 

A rotina acorda e me desconecta

desta madrugada cabotina

e, assim, o jovem dia a sabatina

sobre a realidade que me intima.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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