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LEMBRANÇAS

LEMBRANÇAS

 

Restam apenas lembranças

Do despontar da existência.

Lúdicas fantasias da inocência,

Perderam-se pelas andanças,

Nos abruptos caminhos do orbe

Abjeto, injusto, vil, desigual...

Onde vigora a sanha brutal

Que impõe um padrão esnobe.

 

Oh! Quanta saudade, meu Deus...

Do limiar da minha infância.

No dealbar daquela instância,

Os lenços brancos do adeus

Que guardei no pensamento,

Hão de servir para enxugar

As lágrimas que eu derramar

A partir de algum momento.

 

Oh! quem dera poder voltar

Ao mundo do faz de conta,

Onde a vida se encanta

Numa candura salutar,

Para brincar de ser feliz

E depois jogar ao vento

Imagens do pensamento

E as aquarelas que fiz.

Literatura

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