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Invisíveis

Invisíveis

 

Cresce afoita a imensa cidade,

se movimenta com ansiedade,

pois, ruas, avenidas e viadutos

não podem parar um minuto.

 

A expansão de sua área urbana

atropela sensos de urbanidade,

devorando, com intensa voracidade,

o que resta da humana qualidade.

 

Como Leviatã, com seus tentáculos

envolve e estrangula a compaixão,

deixando seu povo sem percepção,

tratando pessoas como obstáculos.

 

Cidadãos "invisibilizados", silenciados,

sobrevivem nos espaços alternativos,

que a cidade ambiciosa esqueceu,

mas, implacável, reivindica como seus.

 

Pelejadores por despercebidos hiatos,

moradores sem destino, teto ou tino,

fazem deles, suas moradas de fato.

Apesar de jamais notados, resistem.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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