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Gaviões do oportunismo

Gaviões do oportunismo

 

Sentado no alpendre,

deixei vagar meu olhar,

absorto pelas nuvens,

até perceber tenso voar.

 

Um jovem gavião fitava,

a distância, a sua caça.

Aguçado pelos instintos,

seu objetivo ele espreitava.

 

Em voo rasante, certeiro,

tornou derradeiro o lamento,

d’angola que, sem alento,

ciscava fora do galinheiro...

 

Lição brutal que leva à reflexão:

fora do contexto natural,

sem preparo ou experiência,

expõe-se ao risco a sobrevivência.

 

A ignorância cria um falso escudo

de convicção sobre quase tudo,

expondo a verdade aos achismos

de gaviões do oportunismo.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
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Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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