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fogueira

fogueira

templo etéreo de chamas ascendentes!

templo gótico de ogivas flamejantes!

 

inflama e incendeia o meu ser!

eleva-me num rito carnal e

desperta-me para o amor...

 

agora, devoto do teu corpo

dispo-o das máscaras e do medo

e atiro tudo à fogueira!

 

(é vermelha a paixão

como a brasa-língua, invasiva

ardente, inteira em tua boca...)

 

ilumina-se o presente

no calor úmido do teu sexo

que as minhas mãos buscam sedentas.

 

meu desejo dilata entre os teus dedos

... morno, escorre entre os teus lábios

- é suave o teu sorriso

 

como a brisa discreta que alimenta nossa fogueira!

                           

                                     Marcelo E. de Oliveira

 

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