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Era uma vez uma praça...

Era uma vez uma praça...

 

Era uma vez uma praça...

Com sua grama verdejante,

acolhia a todos alegremente,

onde crianças achavam graça,

das senhoras que conversavam

sobre jovens que se beijavam.

 

Uma praça de alegria,

uma praça que sorria,

para o mundo com pressa,

sem tempo para a praça,

sem momento para a vida,

sem instante para a esperança.

 

Era uma vez aquela praça,

Onde o tempo já não passa.

Uma praça esquecida,

acuada,  entristecida,

pela cidade modificada,

impiedosamente mutilada.

 

Praça, qual praça?

Atual estacionamento,

lembrança do esquecimento,

sob o asfalto enterrada,

pelo concreto encoberta.

Praça? Era uma vez...

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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