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Depois da Flor

Depois da Flor

Depois da flor

Cruzei o cabo da boa esperança
Me tornei pessoa de meia idade
Sei que não sou mais nenhuma criança
Ao menos me confronto com essa realidade

Gozando de pleno vigor intelectual
E intensa inquietação da alma
Mantenho os pés no chão do mundo real
Escavando os segredos da calma

Profundo cansaço do corpo
Novos ais a cada dia
Cérebro sempre absorto
Decompondo suor em poesia

Desvario de mudança sem fim
Já o colágeno travou, anda lento
Tudo bem não ser nenhum querubim
Sem pressa apago meus incêndios

Minhas linhas agora rugas
Sugerem o mistério de quem seremos
Provam que pro tempo não há fuga
Agora já posso brincar no sereno

Literatura

EternizArte
Fabiana Amorim
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Às vezes sou estrela Às vezes peregrina Sou também vento E, por vezes, Brisa leve De vez em quando Tempestade Mas, Em raros e bons Tempos me torno flor

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