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Da paz ao inferno

Da paz ao inferno

 

Certa noite roguei por sabedoria

Deus falou que eu a encontraria

Se a caçasse ávida

E não nutrisse a dúvida

 

Acordei em plena paz

Segui firme, idéias translúcidas

Mas bem na hora de me provar lúcida

Me deixei levar pelo tanto faz

 

Deixei a certeza fraquejar

Converti paz em inferno

Mãos e pés a desatar

Por não ouvir o Eterno

 

Desperdicei a justa palavra

E apesar do perdão garantido

Como criança malcriada

Simto e sofro com o castigo

 

Coração bombeia tonto e desritmado

Pensamento vagueia desnorteado

Assim me envergonhei de mim

Tempo, força, paz e fim

Literatura

EternizArte
Fabiana Amorim
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Às vezes sou estrela Às vezes peregrina Sou também vento E, por vezes, Brisa leve De vez em quando Tempestade Mas, Em raros e bons Tempos me torno flor

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