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Curitiba, hoje, amanhã e desde então (Os botânicos sem flor).

Curitiba, hoje, amanhã e desde então (Os botânicos sem flor).

Curitiba,
a cidade dos pecados perdidos em trilhos enferrujados.
Dos trens que adormecem calmos
e comem carvão frio.

Curitiba,
de infinitas garotas e mãe da minha solidão.
Estátuas de guerrilhas e pátria. 

A rosa queima no vermelho fogo,
e arde em teus dedos o fósforo aceso.

Das garotas de lábios gelados,
e cachecóis na garganta.
Em altos prédios com escadarias infinitas.
Algo que só lembra a saudade no centro da cidade.

Passo pelos botânicos sem flor.
Me calo quando vejo as fontes de odor.
Sigo, sem poder te achar.

É a cidade solidão,
implorando ser acompanhada.
Hoje... desde então.

Ela chora pelas alamedas e largos gelados.
Te receberia de braços estendidos,
largado sobre as calçadas escaldantes.
Sonhos, ambulantes. Carros do sonho, e doces.

Eu imploro e oro pelos dias que irão vir.
Eu espero e deterioro pelos dias que passaram por mim.


  •  - Hudson Henrique.

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Hudson Henrique. Escritor e compositor brasileiro. Ganhador do primeiro concurso EternizArte, com o poema "Assoprando dentes-de-leão contra a tempestade". Site oficial: www.hudsonoficial.com Aonde me encontrar: https://linktr.ee/hudsonhenrique

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