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Cortesã rejeitada

Cortesã rejeitada

 

Celeste encantada,

tão vibrante.

Em versos, declamada.

És a divina amante.

 

Dos enamorados

és intensidade.

Dos poetas

a imortalidade.

 

És inspiração

para os delirantes

e para os incautos

confidentes.

 

Dedicada cortesã.

Não cansa de cortejar

tua dama pagã

em eterno bailar.

 

Segredos resguardas,

Cumplice dessa amada

que ainda desejas.

Apesar de tão rejeitada.

 

Te vestes de brilho,

para iluminar lhe as noites,

buscando alguma atenção,

que console tua paixão.

 

Mas essa conturbada relação,

eivada de preconceito,

torna cada mostra de sedução

um novo, eterno, tormento.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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