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Celso Russomanno em Ruínas

Celso Russomanno em Ruínas

Celso Russomanno, indignado com uma loja
que atrasou a entrega de móveis planejados,
subiu o morro para comprar um fuzil ak-47.
Ele já não aguentava mais tanto desrespeito.
Celso Russomanno voltou à loja, chamou o dono,
ao tentar disparar, o fuzil travou, o dono riu.
Celso Russomanno, indignado, voltou ao morro
para exercer sua cidadania.
"Isso é um absurdo" - disse Celso Russomanno.
Celso Russomanno, agora, exigia o seu dinheiro de volta,
e mostrou o Código de Defesa do Consumidor ao traficante.
Celso Russomanno, por sua ousadia, foi colocado no microondas.
Pneus ao redor, o álcool desmanchava seu cabelo.
Celso Russomanno reclamava do pneu careca, da
percentagem do álcool, e da grosseria dos capangas.
Celso Russomanno perguntou a marca do fósforo,
e questionou se foi oriundo de venda casada.
Celso Russomanno, em chamas, ameaçava chamar a polícia,
mas as mãos fortemente amarradas o impedia.
Celso Russomanno agora estava morto,
mas a alma continuava reclamando.
Celso Russomanno espírito agora reclamava
do cheiro de pinho sol do rabecão que o conduzia.
Celso Russomano foi colocado na maca do necrotério,
e questionou a qualidade do bisturi que abriria suas entranhas carbonizadas.
Celso Russomanno carbonizado
Celso Russomanno despedaçado
Celso Russomanno no caixão lacrado
reclamava da demora para ser enterrado - queria ter paz,
mas, mesmo morto, não se conformava com o desrespeito
ao Código de Defesa do Consumidor.
A esperança renasceu na figura de Jorge Wilson,
o xerife do consumidor, que chamou a polícia pro coveiro,
no meio do enterro.
Sua cidadania metafísica estava garantida.
 

Literatura

EternizArte
Roberto Frias Filho
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Roubei o computador do Poupa Tempo, fiz um gato na internet do vizinho, tudo para escrever bobagens. Logo serei preso, e quem sabe se na cadeia poderei continuar essa jornada frustrante de escrever esse monte de lixo. Viva o ostracismo!

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