[ editar artigo]

Carta ao Condenado

Prazer, Prisioneiro!

Aflito,

De alma cativa,

Pensamento irrestrito e perturbador.

És apenas um simples mortal

Vitima de tudo o que o cerca,

Acusado de coisas incertas:

Talvez por amar demais?

Talvez por sonhar demais?

Talvez por lutar pela justiça e pela verdade...

Desde sempre, está condenado ao exílio do mundo externo. 

Condenado ao inferno.

Metido no centro da catastrofe, 

Busca solução dos céus. 

Situação precária a sua,

Não mais viu o brilho da lua, ou sentiu o calor do sol.

Vives como uma minhoca no anzol: no fundo do mar.

Você grita, ninguém ouve

Você vê,  mas ninguém sabe

Você está,  e ninguém percebe 

Estás aflito, preso na escuridão, 

Procurando sentir a catarse pelo menos uma vez.

És inocente, vitima da sociedade.

O condenaram pela sua raça,  sua cor, seu vocabulário e suas vestes.

Não podes reclamar, meu pobre cativo, quando lhe olharem torto na rua

E, se lhe olharem, óh céus 

Sua carne ficará fria 

Teu rosto erubrescerá e você sucumbirá e irá perder o  que corre nas suas veias.

Pois bem, minha vítima, você nada mais é que um cordeiro rodeado por leões. 

Corra enquanto pode meu caro, não dobre a esquina correndo e, talvez, sobreviverá mais hoje.

Literatura

TAGS

Poesia

EternizArte
Ler conteúdo completo
Indicados para você