[ editar artigo]

Caixa de repique calada

Caixa de repique calada

Sem confete e serpentina

o carnaval não reanima,

tal qual Pierrô,

sem sua Colombina...

 

Nem pintou na paisagem

o bloco da esperança.

Com muita perseverança

passou, apenas, como miragem.

 

Com a caixa de repique calada

o surdo chorou pelo absurdo

de não ouvir a batucada

de nenhum bloco de sujo.

 

A avenida ficou silenciosa e baldia,

sem o som da bateria,

sem o desfile da alegoria.

Apenas se ouviu o murmúrio da agonia...

 

Triste festa de entrudo

onde a alegria deu lugar ao luto,

onde a folia e a picardia

não afugentaram a pandemia.

 

Foto: PRISCILA ARROCHELLAS FOTOGRAFIA
@priscilaarrochellasfotografia

Literatura

EternizArte
Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

Ler conteúdo completo
Indicados para você