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Uma pausa para o café

Uma pausa para o café

 

Coado em coador de pano,

servido em bule da ágata,

sorvido sem o correr insano

no viver de uma vida pacata.

 

O ritmo que flui com o cheiro

do café torrado e moído,

no tempo certo curtido,

guarda leve amargor brejeiro.

 

Memórias excitadas pelo olfato

evocam épocas de outrora,

atenuando a urgência do agora

presente nestes tempos de impacto.

 

Da correria do café expresso

quero a morosidade do café coado.

Mas, sem relutar, eu confesso,

qualquer café aprecio empolgado.

Literatura

EternizArte
Helio Valim
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Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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