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Berço eterno

Berço eterno

 

A vida beija o humano,

com o sopro de vida.

Subitamente ao nascer,

acorda e anseia por viver,

sem perceber o seu engano.

 

Mas, logo que é capaz,

sente o sentido da vida

e nasce chorando,

contra tudo reclamando,

a procura de alguma paz.

 

Sofrendo sensível temor,

ao contemplar o exterior

expulso, sem piedade,

do seu ninho materno,

o útero, seu berço eterno. 

 

Lutando contra o minuto,

sugando a eternidade

no seio da humanidade,

sem conseguir escapar

ele sobrevive à verdade.

 

Abraçando o mundo

com suas ideias futuras,

até agora, tão imaturas,

confirma sua dificuldade,

em sobreviver à maturidade.

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Helio Valim
Helio Valim Seguir

Alguém interessado em usar a poesia como uma crônica poética do cotidiano, com realismo e imaginação. Com mais de 30 anos no magistério superior tendo lecionado em Instituições de Ensino no Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia.

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