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As lâmpadas dos martírios e delírios

As lâmpadas dos martírios e delírios


Vinde,sombra que fulguras em plácidas e tumulares noites.
As lágrimas das quais eu emprestara do Passado,
são meros,idos velados e aflitos açoites,ante ao teu ouvir.
Matutina adversidade,
...contrariedade a aurir;
atino das horas,que há de nos descasar.


A nevada Lua,és a coroa cândida de vossa nobreza ,de meu cotidiano a se amparar.
Mesmo em sepulcral armadura,meu espírito ressoa em liberdade.
As lanças que em mim vocalizam,não destoam,
minha erguida lealdade.


Sulcando vossa trevas,vêm em profundas cousas belas,
o tremular dos Astros;
o ater em dizeres,dos rastros das Esferas.
Infinito,que se erguera em uma Mente;
em um despertar de fito,do sofrido e dito carência.
Ao cintilar da  consciência,
toda,
uma possível e imaginada,
insurgência.

Literatura

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