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Seu moço eu conheço esse Rio

Seu moço eu conheço  esse Rio

O "sinhô"me da licença pois lhe digo com  tristeza de águas claras e beleza o homem sem clemência destruiu natureza,trouxe pontes, senhorio,fumaça e sociedade deixando pra quem viu ao lembrar daquele Rio só lamentos e saudades .

Quem passa não imagina,hoje sujo com mau odores sim,aquele Rio um dia já foi fonte de alegria e renda de pescadores.Pra construir a tal empresa evacuaram nosso barraco,hoje à beira da represa sobrevivo com nobreza,bato massa e ergo saco.
 
O "dono" que manda aqui,do Rio nunca desfrutou,Eu que no Rio cresci tenho que fazer sorrir quem no Rio jamais pescou. Lhe pergunto encafifado que seja eu mal informado será preciso minha gente o homem pra ser decente destruir meu Rio Amado?  
   
Não se compra mar nem céu,quem trabalha não ordena,assinando um só papel derramando seu tonel deram fim na'água amena,utilizou o Rio inocente depósito de seu restolho o doutor inconsequente fez verter outra nascente não do Rio,sim de meu olho.

Vou cumprir a minha sina,vou tentar me aposentar,quem sabe no fim da vida eu consiga uma casinha e um riozinho pra pescar

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Concurso Poiésis EternizArte

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