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Poema Chuva no Quintal

Poema Chuva no Quintal

Na soleira da porta do fundo de casa

contemplo a chuva no meu quintal

Alegra-se o limoeiro

cujas folhas sorriem num rítmico balançar

As gotas d’água da chuva

isoladamente caídas sobre o telhado

escorrem pelas bicas das telhas

e unem-se às gotas, também isoladas, caídas sobre o chão

formando rios de brinquedo

que correm em leitos improvisados

e desaguam em barrocas cavadas

mares de fantasias

oceanos de imaginação

O vento sequestra o cheiro da terra

cobrando como resgate

a saudade das sombras ardidas em calor

do reclusado sol ardente

E o perfume da chuva vinda do ar

inebria de céu

a terra de meu quintal

onde me sinto parte de uma parte

da parte que se reparte

do mundo

onde viver é uma arte

 

José Gerson Maciel dos Santos

Gerson Maciel

Senhor do Bonfim-BA

Concurso Poiésis EternizArte

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Gersão Maciel
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Pedagogo. Professor de Física. Mestre em ensino de Física. Poeta. Escritor

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