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Meu Turbante

Meu Turbante

Arreda-te, que lá vou eu!
Uma moça, menina, mulher, divinamente preta.
Rainha, Princesa, Deusa...
Com meu turbante na cabeça.
Cobrindo meu Ori, rogando proteção.
Fortalecendo a cultura e a tradição.
Do meu povo de África, 
E mesmo estando em diáspora, 
Sinto minha verdadeira nação.
Respeita meu turbante!
Ele é belo e exuberante.
Mas, não toque sem minha permissão.
Meu amor pelo turbante, 
É carregado de muita história.
É identidade, resistência e memória...
Vem do processo de descolonização,
De descobertas e construção de novas concepções.
Sobre corpos pretos, traços e belezas nossas.     
Nada contra quem usa por está na ‘moda’.
Desde que não seja a moda da apropriação.
 Que invisibiliza a história e sonega os processos de luta do meu povo.
Contudo, é no amor que me renovo, me movo
 e ganho forças de ancestrais.
Amarro meu turbante e exijo respeito.
O turbante é uma riqueza, exalta a beleza e a dádiva da realeza
Que tem o povo preto.

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Itamiles Santos
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