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Soneto do entardecer

Soneto do entardecer

 

Debruçada sobre minha janela,

Vejo o clarão que o horizonte incendeia.

O pensamento a galope norteia

Cada entranha da miragem tão bela.

 

Mesclada, em cada raio que se esconde,

Me eternizo em tudo que sinto agora,

E os fracassos que eu trazia de outrora

Se perderam já não lembro por onde.

 

Folhas dançam ao som do sabiá.

Em segundos vou além do horizonte.

Nos cabelos, trago o vento de lá.

 

Cores quentes são o destaque defronte

Dos meus olhos seduzidos  de cá,

Feito peixes despejados na fonte.

 

Dira Barbosa

 

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Baiana, anageense, graduada em Filosofia. Amante dos versos, das rimas e das entrelinhas.

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