[ editar artigo]

Vulva

Vulva

Vulva

a minha planta carnívora se abre faminta
com seus enormes dentes, espalhados
                                                              – em sua remota caverna –
espargindo misturados com sua língua
serpente faceira
coberta por seus grandes e macios lábios 
vulva viva
perspicaz e sorrateira

expande ligeira pronta para engolir o falo
falo desse sabor doce de folha fresca
servida numa salada crua

a língua acerada lambendo a tua

vulva! 

sou a flor e a serpente devastando em marcas
o seu corpo quente
desflorada no jardim

vulva-viva, escorre sobre mim

clitória, minha flor azulada
mãe das flores
flor-vagina
pétala-lábios
herbácea trepadeira
volúvel, perene

escoam dos teus lábios nefastas nascentes
inundam rios de água doce
regam e afogam gentes

como é linda e vulva
pequena, soa inofensiva 
a flor é forte

nascem rios do seio do teu útero 
planta faminta, intrépida 
dá! dá! dá!
dá teu sumo 

e te guarda nesse muco
e mastiga, mastiga, mastiga
mastiga até não aguentar

 

Ler conteúdo completo
Indicados para você