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Tarde de domingo

Tarde de domingo

(Para Josefa)

Silencio meus pensamentos
sem convicção alguma que tornarei-me mais forte
ou menos egoísta,
Ouço músicas repetidas vezes
na certeza 
de que quero me punir,
Vejo tuas coisas
Tudo essencialmente impregnado de lembranças
Tuas plantas,
teus sorrisos secretos,
Teu mundo nunca antes compartilhado,
Tuas ondas sempre de contra,
Sinto muito!
é fácil de ser pronunciado,
Sentir é bradar na tempestade,
é torturar-se com hora marcada,
é pisar em cacos de vidros envenenados, 
É jogar a dor para dentro
e esbanjar sorrisos falsos,
É olhar para trás e pensar em tudo que foi desperdiçado,
É passar em frente a tua casa
e de forma lógica saber que não está lá,
Mas intimamente as lágrimas não param,
aquela rua agora triste,
conta histórias inacabadas,
E não importa se mil pessoas disserem que é 
o ciclo natural,
É que mil anos se passarão
Não haverá um só dia em que eu não pense
ou que amenize ...
Todas as noites são dedicadas aos pedidos 
e conversas absurdas,
Naquele dia metade de mim desistiu,
metade de mim adormeceu,
metade de mim te acompanhou,
Dizer eu sinto muito é muito pouco!
A dor não cessará
e eu prefiro assim.
Alimento minha ferocidade
do desejo tão distinto de ir te encontrar
Além das estrelas.
 

EternizArte
Drilly Manfre
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Designer, empreendedora, acadêmica de Marketing, escritora. Cursos de História da Arte, desenvolvedor de software e Arquitetura da computação.

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