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S.O.S AS FLORES.

S.O.S AS FLORES.

S.O.S AS FLORES.

 

Salve a beleza das flores,

Ame-as com veemência

Respeitem a sua essência

No íntimo do seu ser.

Abrace-a, em vez de bater

Cuidem com muito zelo,

Atendam esse meu apelo

Não façam a mulher sofrer.

 

Pois a mulher é o ser

Que gera o sopro da vida

Por Deus, ela foi escolhida

Para ser mãe do salvador,

Um doce feito de amor

Com aromas de sutileza

Dotada de tanta beleza

Obra prima do criador.

 

O poeta sente a dor

Da mulher violentada,

Isabela foi jogada

Da janela da maldade.

Apesar de sua idade

No seio da inocência,

Conheceu a violência

Fruto da impunidade.

 

Os números da atrocidade

É impossível se contar.

Assassinaram Eloá     

Espancam-se muitas Marias.

O que se ver todo dia

Os jornais noticiando,

Muitas mulheres chorando

A dor de sua agonia.

 

É triste ver todo dia

Esse mal se alastrar.

Pouco é feito para mudar,

Não há lei tão eficaz

A justiça pouco faz

Para punir o agressor,

Quem sofre a maior dor

Não pode viver em paz.

 

Todo dia se desfaz

O sonho de uma flor.

No anonimato da dor

A mulher sofre calada,

Muitas vezes ameaçada

Se retrai e nada fala

Enquanto a mulher se cala,

Estúpidos não sofrem nada.

 

Mulher é para ser amada

Ser tratada com carinho.

É rosa, não é espinho

Tem perfume singular.

É preciso extirpar

A praga da violência

O homem ter consciência 

E a mulher respeitar.

 

 

EternizArte
Francisco Donizete Souza
Francisco Donizete Souza Seguir

Sou poeta, escritor, professor, Mestre em Educação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, gosto de escrever poesias sobre os seguintes temas: amor, justiça, nostalgia camponesa, gratidão, respeito à natureza e à mulher.

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