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Sonata de um desamor

Falas de amor, e calo-me da amargura

Por sofrer de amor, sofri de loucura

Por sofrer de vida, minh'alma desata

Nos favos mornos desse vaivém

Sem saber, sequer, amar mais ninguém

Igualmente ao som dessa triste sonata!

 

Dei tudo meu ao teu caminho

Dei meu coração como tua morada

Dei-te minha alma e meu melhor vinho

Na esperança duma paixão enamorada!

 

Perdi tudo o que me pertencia

Perdi tudo no ignoto estribilho

Perdi a ti e, junto, o resto de meu brilho...

O teu olhar, duramente, me sentencia

Às prisões de eterna caminhada

E sinto que andarei sempre nessa estrada

- Na lembrança de que tu me esquecias

Nisso, meu inferno se chama "dia"

E de dias e meses, a consciência é destroçada!

 

A estrada triste em que nada florescia...

Tudo o que plantei, somente morreu

E nela, apenas minha tristeza crescia

Por um coração que nunca me pertenceu!

 

 

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Poesia

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