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Sobre-Viventes

Sobre-Viventes

 

O céu menos azul que dias atrás, ofuscado pelos sons e a pressa de chegar.

A porta aberta não cativa, observa a então normalidade anormal de quem segue sobrevivente de uma gaiola a outra.

É Sobre viventes, Sobre ausentes, Sobreviventes ausentes, enquanto o peso da desdita move apenas um lado da balança que balança e não se move: hábitos não-fincados fixam, e a esperada euforia chegou de visão periférica fingindo olhar adiante.

O oásis no batente, e dois passos atravessam remoendo os suprimentos da largada.

Viventes sobre ausentes deixados nas areias: seguem, chegam, voltam, e equipam uma cargueira secreta, sem duvidar da sequidão surreal.
 

EternizArte
Marcos de Sá
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Escritor de romance contemporâneo. Aborda temas sociais e cotidianos através de romances, como O Baú de Shailo, além de escrever contos, crônicas e a obra infanto-juvenil: Rotulândia.

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