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Sobre meu nada

Sobre meu nada

eu ainda falo sobre os momentos
que eu me perco
e fico planando em realidades
tão diferentes
e não atuais de mim.
eu me jogo ao perdão
por não estar sendo
quem eu era,
mas não sei.
as vezes a gente se constrói.
eu me sinto tão só também,
aquela solidão noturna
que ninguém dorme contigo,
sabe?
sinto falta de carinho, de amor.
e eu sei que tenho.
mas tenho mais
a falta.
o que falta.
a vida é tão complicada nesses casos,
a gente nem entende como joga.
eu nunca entendi, na verdade.
eu vou brincando com os dados e 
sorrindo
ou tentando.
mas é isso,
nem sempre eu consigo.
e talvez esse seja eu.
quem tenta e às vezes não consegue.
não consegue ser bom naquilo que
deveria.
e eu volto pro paradoxo do perdão.
de solicitar.
o tempo tá passando,
e todo o tempo do mundo
pra nós, 
é pouco.
e eu não sei mais sobre frequência,
datas, tempo.
o sistema me desgastou.
e eu não sei mais nada.
só sei que aqui dentro algo ainda pulsa
e muitos chamam isso de amor.
espero que o amor diga sobre o tempo,
sobre perdões, 
sobre carência,
e querer chorar
e
sobre meu nada.

EternizArte
Douglas Oliveira
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Tenho tentado seguir os exemplos daqueles que só comiam para vomitar.

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