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"Silhueta"

 

Com a discrição de um olhar indiscreto,

sem contudo, poder chegar perto.

Pude ver com emoção,

a sombra de seu corpo em revelação.

 

A beleza de uma mulher menina,

desenhando a parte feminina.

À mostra através de um box embaçado,

sentindo o perigo do instinto ameaçado.

 

Muito difícil manter a postura,

diante daquela conjuntura.

Confesso toda minha pequenez,

mas é preciso manter a lucidez.

 

Fica então aqui em segredo,

é prudente ter medo.

Vou esperar pelo amanhã,

quem sabe, age com a mente sã.

 

Bela silhueta não sai da lembrança,

mas alimento ainda a esperança,

de que possas trazer-me a felicidade,

na paixão de sua intimidade.

 

Mulher, a grande formosura,

talhada como escultura.

A nudez com amor, sem pecado é rima,

sendo de Deus a obra-prima.

 

13/07/2010

Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

                                                                                        

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Antônio de Pádua Elias de Sousa
Antônio de Pádua Elias de Sousa Seguir

Natural de Formiga-MG, formado em Administração de Empresas, casado três filhos, membro da Academia Formiguense de Letras, 17 livros escritos, com trabalhos publicados em antologias, revistas e jornais, nacionais e internacionais.

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