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SEMIANALFABETO

SEMIANALFABETO

SEMIANALFABETO

Cuspiu no chão. Chamou-me de macaco
E depois "filho d'uma favelada!"!!!
Disse ainda que nunca vou ser nada…
Que o invejo a vida e vivo n'um barraco!

Olhei nos seus olhos: Algo opaco,
Espelhando, porém, minha mirada.
Onde as letras por fim - fava contada - 
A distinguir o forte do mais fraco.

Pois semianalfabeto, segundo ele,
Eu merecia andar entre os esgotos,
Sem leitura sequer para o servir.

E, apontando-se a cor de sua pele,
Fazia ver por trás dos perdigotos
A extrema diferença do existir.

Betim - 08 08 2020

EternizArte
Ricardo CUNHA
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Escrevo. Gosto de escrever. Se sou escritor ou poeta, eu deixo para o leitor ponderar. https://medium.com/@arqt.ricardoc

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