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SEGREDOS - poema

SEGREDOS - poema

Nas armadilhas do amor me vejo presa.

E por suas águas envolventes, condenada a vagar.

Sentimentos e desejos trancados nesta represa.

Com o medo de a qualquer momento transbordar.

 

Corro o risco de provocar o mundo e causar surpresa

Com passagens da minha vida que não posso contar.

Por isso, sigo com imenso cuidado e total sutileza,

Para neste traiçoeiro mar de segredos não me afogar.

 

Sob o manto de ovelha, está uma tigresa.

Enjaulada e à espreita querendo se soltar.

E a presa tão esperada, vigiada e indefesa,

Lenta e cuidadosamente imagina devorar.

 

Encolhida e limitada, abate-me a tristeza.

Reclusa, o que posso fazer é apenas esperar.

Mas, por minha soltura daria qualquer riqueza,

Para ficar livre e este segredo poder revelar.

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