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Rosas na vala

Rosas na vala

 

 

Plantei rosas em uma vala.

Esperei murcharem.

Morrerem como tudo na vala morre.

 

Brotaram entre o lixo

entre o odor desagradável da morte.

Na sujeira do homem.

 

Floresceram tanto

Cravaram espinhos no concreto

Fincaram raízes na imundice

 

Como o desejo proibido

O ardor anseio por te ter

afastei... Me afastei.

 

Mas minhas mãos se cravaram

na tua pele.

Sentindo cada toque vulgar.

 

Lambendo o desejo dos lábios

Nos lábios impuros

desse amor proibido.

 

O que fazer?

Corta-lhe a raiz...

Ou ver morrer lentamente?

EternizArte
Bianca Blauth
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Alguém cujo jardim ainda está florescendo.

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