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Poema com razão

Poema com razão

Preciso, com urgência, descobrir quem sou,

o que me oprime ou acalenta,

o que me excita ou desanima,

o que me resta ou transborda,

o que me grita ou murmura,

o que me cura ou desmente.

 

Preciso ser inconsequente,

e escrever sem testemunhas,

e mudar de endereço,

e prantear na varanda,

e mergulhar no vazio,

e aflorar no estio,

e morrer no amor ausente.

 

Frio na barriga?

Sou eu a esperar, sem fatalidades,

o momento de ser enfim

apresentado a mim.

 

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