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Pérolas de Minha Dor

Pérolas de Minha Dor

Ela adentrou o grande salão com seus passos firmes e a fronte erguida.

O belo colar de pérolas adornava o seu pescoço,

Caindo delicadamente até a altura do peito.

Esferas perfeitas, com um agradável e elegante brilho.

Um burburinho, em vários tons, ecoou pelo ambiente.

Alguns admiravam a beleza da joia.

Louvavam a destreza das mãos que a lustraram,

Que as organizaram tão harmonicamente no oculto fio dourado.

Outros meneavam a cabeça em reprovação,

Considerando tudo uma ostentação soberba.

Mas ela orgulhava-se de suas pérolas.

Não por presunção...vaidade, não.

Ela sabe que cada pérola nasceu de uma dor.

Uma por uma moldada durante as provações.

Durante os atritos para manter-se de pé.

Na guerra para proteger o seu coração foram todas elas esculpidas.

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Gutto S. Costa
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Sou professor, licenciado em Turismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Autor do livro o Pássaro e a Mangueira, uma coletânea de contos infantis.

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