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PERNOITE

PERNOITE

PERNOITE

Pelo escuro buscava o olhar desperto 
Rever vultos d'aquela que, amante, 
Tive nos braços ontem palpitante 
E agora, mesmo longe, sinto perto!

O quarto, todavia, está deserto.
Ela? N'um outro quarto bem distante...
E eu? Nos olhos mantenho seu semblante,
Deixando-me corpo e alma em desacerto.

À vida solitária e vária abdico, 
Como alguém que se faz muito mais rico, 
Quando se despe do ouro que lhe pesa. 

Na noite o coração buscava àquela, 
Como alguém que se fez muito mais bela 
E, em amor, anda livre estando presa. 

Santa Bárbara - 24 08 1996 

EternizArte
Ricardo CUNHA
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Escrevo. Gosto de escrever. Se sou escritor ou poeta, eu deixo para o leitor ponderar. https://medium.com/@arqt.ricardoc

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