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PARANOIA

PARANOIA

 

Os vejo constantemente
Saindo do poço abandonado
No quintal escuro de casa
Na fumaça do cigarro
Escalando edifícios
No canto da rua.

Levantam-se das catacumbas 
Vêm até mim como lobos
Transformam-se em esfingídeos
Os vejo no olhar dos estrigídeos
Saem dos retratos antigos
Congênere a centopeia.

Entram em casa como murídeos
Batem três vezes na mesa...
Vêm de capuz preto e vermelho
Transmutam-se em galhos secos
Transfiguram-se através do espelho
Querendo passar para o nosso plano.

Miam como gatos à meia-noite
Latem como cães sob jazigo
Falam comigo como escorpião
A tevê desligada saíam como
Cavaleiros da destruição.

Me assustam. Me causam terror
Me dão pânico. Me deixam alucinado
Quando leio Stephen King.

(André R. Fernandes)

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André R. Fernandes
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Sou graduado em Letras pela Universidade Nilton Lins. Professor de Literatura, Gramática, Redação - Produção textual e Revisor de Textos. Finalizando a Pós-graduação em Língua Portuguesa pela Escola Superior Batista do Amazonas - ESBAM.

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