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OMBRO

OMBRO

Você gosta mesmo do frio
Sabe que se esquentará depois
Aconchego substitue arrepio
Em meio ao enrolar de nós dois

Eu não saio desse aconchego
Você ao redor de meus braços
A espremida cama de solteiro
Não necessita de mais espaço

Ela separa nós do gélido chão
A cada seu movimento incerto
Observo antes que possa cair
E puxo você para mais perto

Creio que isso deva alegrá-lo
À medida em que suspira em seguida
Com um dos movimentos fui consagrado
No meu ombro, sua face erguida

Os olhos fechados, respiração lenta
Falho em sincronizar as respirações
Seu rosto a centímetros de distância
Suspiro agora por outras razões...

Uma é por você estar aqui
Afastando o travesseiro
Optando pelo meu corpo
Esquentar o seu inteiro

Outra é pela nudez
Do corpo à mente
Deixando-me à vontade
Em não fazer diferente

Já é madrugada, está tarde
Mas meu coração está em festa
Procuro interrompê-la sem alarde
Repousando meu queixo na sua testa

Instagram: @italomagalhaes_1311

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Amor

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Ítalo Magalhães
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Amo escrever poemas sobre o lado ruim das relações humanas, sempre usando um personagem como narrador em primeira pessoa.

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